Gestão de Custos

29/08/2016

Em épocas de crise onde o consumidor se sente com uma obrigação ainda maior de buscar o menor preço antes de comprar é essencial ter o controle dos custos e despesas da empresa. Diante disso elaboramos um breve roteiro com algumas explicações e terminologias relacionadas à Gestão de Custos. 

O que significa Gestão de Custos?

Em primeiro lugar a palavra Gestão está relacionada com o ato de Administrar certa coisa, planejar, controlar e corrigir desvios. Já a palavra Custos está relacionada com os gastos que uma empresa tem no seu processo produtivo. São os gastos para se adquirir ou produzir um produto ou prestar um serviço (Matéria prima, mão de obra, embalagem, material secundário, entre outros). Junto com os Custos uma empresa têm suas Despesas, que são os demais gastos (Despesas com o pessoal do setor financeiro e vendas basicamente).

Voltando à definição de Gestão de Custos, tal atividade é o Planejamento, o Gerenciamento, o Controle e a Correção de desvios aplicados aos gastos que a empresa tem. A Administração pode ser aplicada aos custos de produção como às despesas administrativas e comerciais da empresa, que não estão relacionados ao produto ou serviço que a empresa presta, porém que são necessários no dia-a-dia.

O Objetivo central da Gestão de Custos nas empresas é um só: gastar menos para produzir, depois estabelecer um preço de venda mais baixo que o dos concorrentes e vender mais para obter um lucro maior. Dessa forma é essencial que o administrador ou o proprietário da empresa saiba controlar corretamente os custos e despesas da empresa para que seja cada vez mais competitiva e aumente seus lucros.

Como classificar os custos em minha empresa?

Durante o processo produtivo existem algumas classificações de Custos. Primeiramente os custos relacionados ao produto que a empresa produz. São os Custos Diretos e Custos Indiretos.

  • Os Custos Diretos são aqueles que são visíveis, que são aplicados diretamente ao produto e podem ser medidos com exatidão (Material Direto, Mão de Obra Direta, Embalagem, etc.).
  • Os Custos Indiretos são os custos que existem no processo produtivo, porém não se pode medir com exatidão (Gastos com Almoxarifado, Supervisão da Produção, Manutenção da Fábrica, etc.).

Diferentemente dos custos diretos e indiretos outra classificação de custos está relacionada ao volume produzido (quantidade produzida). São os custos Fixos, Variáveis, os Semi-Fixos e os Semi-Variáveis.

  • Os Custos Fixos são aqueles que não variam de acordo com a quantidade produzida. Se for produzida uma unidade ou mil unidades ele sempre será o mesmo (Ex: Aluguel da Fábrica).
  • Os Custos Variáveis são aqueles que variam de acordo com a produção, ele acompanhará a quantidade de unidades produzidas (Ex: Matéria Prima, Energia Elétrica).
  • Os Custos Semi-Fixos, até uma determinada quantidade produzida eles são fixos (não sofrem alterações), a partir de certa quantidade ele começa a variar de acordo com a quantidade produzida (Ex: Energia Elétrica quando é contratada uma franquia fixa mensal por um valor fixo, caso excedido esse valor fixo a empresa paga um adicional).
  • Os Custos Semi-Variáveis, variam de acordo com a quantidade produzida, porém não proporcionalmente. Não existe uma relação direta de variação de acordo com a unidade produzida. Caso não haja produção, não tem custos, porém se houver produção, há custos, porém sem uma proporção direta (Ex: Materiais auxiliares e indiretos a produção).

A utilidade em saber separar os custos dentro dessas definições se encontra na facilidade em saber gerenciar corretamente tais custos. Isso acontece porque o gestor estará bem mais familiarizado com cada item de gasto da empresa o que irá auxiliar na identificação de pontos a serem melhorados.

Quais as formas de custear um produto?

Basicamente existem duas formas de se trabalhar com os custos. A Fiscal e a Gerencial.

Dentro do sistema fiscal, no Brasil, a Receita Federal exige a utilização do método do Custeio por Absorção, que se utiliza dos Princípios Fundamentais de Contabilidade. É uma metodologia que considera custo de um produto todos os gastos que ocorreram para se deixar o produto pronto para a venda. Os gastos posteriores são considerados como despesas da empresa.

Dentro dessa metodologia existem duas formas básicas de se custear o produto. Se a empresa trabalha com produção por encomendas utiliza-se o Custeio por Encomenda, caso a empresa tenha uma produção contínua, o Custeio por Processo.

O Custeio por Encomenda acumula todos os gastos de produção de acordo com a encomenda que foi feita para a empresa (Ex: Encomenda de uma quantidade exata de salgados para uma festa de aniversário).

Já no sistema de Custeio por Processo, a empresa aloca os custos do mês à produção mensal (Isso inclui os produtos iniciados e terminados no mês, os produtos iniciados e não terminados e os produtos apenas terminados dentro do mês). Este método apresenta qual o custo unitário de cada produto e auxilia na formação do preço de venda.

Já nos sistemas Gerenciais de Custos, trabalha-se com o Custeio Direto ou Variável, que considera os custos e despesas variáveis, que variam de acordo com a quantidade produzida e os custos e despesas fixas, que não variam de acordo com a quantidade produzida. Tal metodologia tem finalidade gerencial de curto prazo (01 - 12 Meses). Este método auxilia na previsão de unidades mínimas a serem vendidas (ponto de equilíbrio) para que a empresa não tenha prejuízo.

Qual devo utilizar?

Existem diversas metodologias de custeamento de produtos, cada uma com sua importância e utilidade. O importante é a empresa escolher adequadamente cada sistema que utilizará para definir suas estratégias de produção e precificação. Tudo isso com o objetivo de aumentar ainda mais seus lucros e atrair mais clientes.